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domingo, 20 de novembro de 2011

O que são hipernovas?


Uma hipernova é um tipo teórico de supernova produzido quando as estrelas excepcionalmente grandes desmoronam no fim do seu ciclo de vida. Em uma hipernova, o núcleo da estrela desmorona diretamente em um buraco negro e dois jatos extremamente energéticos de plasma são emitidos de seus pólos rotatórios na velocidade próxima a da luz. Esses jatos emitem raios gama intensos e são uma explicação para algumas erupções de raio gama. Em anos recentes houve um aumento da nossa compreensão destes eventos. A imagem mostrada acima é da estrela Eta Carinae que está o mais p´roximo de se tornar em uma hipernova. Seus jatos de poeira rodam mais rápido que a velocidade da luz e ele é maior que o sistema solar. Em volta dessa estrela está uma nebulosa. Eta Carinae está próxima de explodir e quando isso acontecer ela brilhará (no hemisfério sul) num brilho de 10 luas! E quando explodir ela poderá se tornar em uma hipernova.

Pulsar do Caranguejo

Pulsar do Caranguejo é uma estrela de Nutrons localizada na Nebulosa do Caranguejo e decidi mostrar ela aqui pois ela é muito interessante.
Esse é um vídeo feito por uma pessoa mostrando a estrela Pulsar do Caranguejo pulsando.
O Pulsar do Caranguejo (PSR B0531+21 ou PSR J0534+2200) é uma estrela de nêutrons relativamente jovem localizada na Nebulosa do Caranguejo, descoberto em 1969. O pulsar tem aproximadamente 25 km de diâmetro e os "feixes" do pulsar giram uma vez a cada 33 milisegundos, ou 30 vezes por segundo. O vento relativístico transbordante da estrela de nêutrons gera emissão síncrotron, que produz a maior parte da emissão da nebulosa, desde ondas de rádio a raios gama. A característica mais dinâmica na parte interior da nebulosa é o ponto onde o vento equatorial do pulsar atinge a nebulosa que o cerca, formando um choque de terminação. O formato e a posição desta característica muda rapidamente, com o vento equatorial aparecendo como uma série de características parecidas com nuvens que imergem, tornam-se brilhantes e então, empalidecem, à medida que se movem para longe do pulsar em direção ao corpo principal da nebulosa. O período de rotação do pulsar está desacelerando na taxa de 38 nano-segundos por dia devido às grandes quantidades de energia levadas pelo vento do pulsar

A Nebulosa do Caranguejo

Uma das nebulosas mais esquisitas que eu já vi e, apesar de ser espetacular, eu não gosto muito dessa.

A Nebulosa do Caranguejo (também catalogado como Messier 1, NGC 1952, Taurus A) é um remanescente de supernova e uma nebulosa de vento de pulsar na constelação do Touro. A nebulosa foi observada pela primeira vez por John Bevis em 1731, que corresponde a uma brilhante supernova registrada por astrônomos chineses e árabes em 1054 (catalogada como SN 1054). Observando o céu e filtrando a radiação luminosa para raios X e raios gama em energias acima de 30 KeV, a Nebulosa do Caranguejo é comumente a mais forte fonte de radiação eletromagnética persistente no céu, com fluxo de energia luminosa medido que ultrapassa 1012 eV. Localizado a uma distância de cerca de 6 500 anos-luz (2 quiloparsec) da Terra, a nebulosa tem um diâmetro de 11 anos-luz (3,4 parsecs) e se expande a uma taxa de cerca de 1 500 quilômetros por segundo.
Encontra-se no centro da nebulosa o Pulsar do Caranguejo, uma estrela de nêutrons com 28 a 30 quilômetros de diâmetro, que emite pulsos de radiação que variam desde raios gama a ondas de rádio no espectro eletromagnético, com uma taxa de rotação de 30,2 vezes por segundo. A nebulosa foi o primeiro objeto astronômico identificado com uma explosão histórica de supernova.

A Nebulosa de Órion

A nebulosa de Órion (também denominado nebulosa de Orião), também descrita como M42 ou NGC 1976, de acordo com a nomenclatura astronômica, é uma nebulosa difusa que se encontra entre 1500 e 1800 anos-luz do Sistema Solar. Foi descoberta por Nicolas-Claude Fabri de Peiresc em 1610 (anteriormente havia sido classificada como estrela - Theta Orionis). Existem muitas outras (fracas) nebulosas ao redor da nebulosa Orion e existem muitas formações de estrelas na região. A nebulosa Orion é, provavelmente, a nebulosa mais ativamente estudada do céu. O seu nome provém da sua localização na constelação Orion. Possui 25 anos-luz de diâmetro, uma densidade de 600 átomos/cm³ e temperatura de 70 K. Trata-se de uma região de formação estelar: em seu interior as estrelas estão nascendo e começando a brilhar constantemente. Há uma enorme concentração de poeira estelar e de gases nessa região, o que sugere a existência de água, pela junção de hidrogênio e oxigênio. Essa nebulosa, na minha opinião, é uma das mais encntadoras!

As Nebulosas do Coração e da Alma

NEBULOSA DO CORAÇÃO                             NEBULOSA DA ALMA
As Nebulosas Coração e Alma formam um vasto complexo de formação estelar que faz parte do braço espiral da constelação de Perseu, na nossa Via Láctea. A nebulosa à esquerda da imagem é o Coração, catalogado como IC 1805 e batizado por sua semelhança com um coração humano. À direita está a nebulosa da Alma, também conhecida como a nebulosa embrionária, IC 1848 ou W5. O braço de Perseus fica mais longe do centro da Via Láctea do que o grupo que contém o nosso Sol. O local onde estão as nebulosas Coração e Alma estendem-se por 580 anos-luz de diâmetro, cobrindo uma pequena parcela do diâmetro da Via Láctea, que é cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro. As nebulosas são duas fábricas de grandes estrelas, marcadas por bolhas fundidas na poeira por radiação e ventos das estrelas. A imagem infravermelha proporcionada pelo Wise permite ver as fendas envoltas em nuvens onde o gás e a poeira estão apenas começando a formar novas estrelas. Essas estrelas têm apenas alguns milhões de anos, ou seja, são jovens em comparação com estrelas como o nosso Sol que tem cerca de 5 bilhões de anos. Essas são nebulosas que descobri recentemente e são muito bonitas, espetaculares.

A Nebulosa da Águia

A Nebulosa da Águia (também catalogada como Messier 16 (M16) e NGC 6611) é um jovem aglomerado estelar aberto localizado na constelação de Serpente. O objeto foi descoberto pelo astrônomo francês Jean-Philippe de Cheseaux em 1745-46 e seu nome deriva da forma que sua nuvem interestelar protoestelar em torno do aglomerado, que lembra uma águia. A fotografa tomada da nebulosa pelo Telescópio Espacial Hubble tomada no início de abril de 1995 ficou conhecida como os "Pilares da Criação", e mostra pilares de gás estelar e poeira contida na nebulosa.
Essa é a Nebulosa que eu mais gosto pois ela é um das nebulosas mais bonitas do universo. Vamos dar uma olhada nos pilares da criação:
É nos pilares da criação que sãoo produzidas às estreas que ficam em um "casulo" de gás e poeira. Muito bonito essa nebulosa.

sábado, 19 de novembro de 2011

As nebulosas e as supernovas

Já comentamos um pouco sobre a vida e a morte de uma estrela. Só que não especificamos como acontece para ela nascer e como ela fica quando morre.

Aonde a estrela nasce?

Agora vamos falar de um dos assuntos que mais gosto na astronomia: Nebulosas!
Nebulosa NGC 604.
Pilares da criação da nebulosa águia
As nebulosas são nuvens de poeira, hidrogênio e plasma. São constantemente regiões de formação estelar, como a Nebulosa da Águia. Esta nebulosa forma uma das mais belas e famosas fotos da NASA, "Os Pilares da Criação". Como o processo de formação das estrelas é muito violento, os restos de materiais lançados ao espaço por ocasião da grande explosão formam um grande número de planetas e de sistemas planetários. Vamos falar sobre algumas nebulosas aqui no blog.

E aonde as estrelas morrem?

Elas morrem no mesmo lugar que nascem, pois elas ficam paradas.

E como elas ficam depois?

Elas possem vários destinos. Elas podem ser uma anã branca que é o objeto celeste resultante do processo evolutivo de estrelas de até 10 M Sol, o que significa dizer que cerca de 98% de todas as estrelas evoluirão até a fase de anã branca, entretanto, somente 6% dos objetos nas vizinhanças do Sol são anãs brancas.
Estrelas com até 10 MSol não são massivas o suficiente para que a temperatura em seu núcleo seja suficientemente alta para que possam fundir carbono em reações de nucleossíntese. Após terem se tornado gigantes vermelhas durante a fase de queima nuclear de Hélio/Hidrogênio, elas ejetarão sua camada externa, formando uma nebulosa planetária e deixando para trás um núcleo composto praticamente de carbono e oxigênio.
Estrelas supergigantes que depois explodem podem virar buracos negros e sugar tudo pela frente.

Agora, as postagens a seguir serão sobre as nebulosas e depois sobre as supernovas. Também vão vim postagens sobre anãs brancas e anãs marrons. Até mais!